Como sobrevivi ao Sovaco do Cristo
No dia 27 de Janeiro deste novo ano de 2008, fui ao Sovaco do Cristo, e voltei, vivo (não se preocupem, não vou comer o cérebro de vocês), para contar a vocês sobre esse “evento”, e como consegui sair vivo dele.
Fui chamado por membros da minha família para festejar o carnaval, que ainda não começou mas ninguém se importa, num “famoso” bloco na lagoa, programa divertidíssimo. Como não tinha nada pra fazer, resolvi cometer tal ato de sacrifício para, assim, salvar a alma de alguns leitores que possam ser convidados a ir nos anos seguintes, mas como leram aqui, poderão inventar uma desculpa esfarrapada.
Chegando perto do local, começo a reparar num padrão dentre as pessoas que também se dirigiam para lá. 90% delas estava com ou uma latinha ou um copo de cerveja na mão. No meio desses 90%, os outros 10%, formados por vendedores de cerveja (esses carregam a cerveja no isopor, não na mão), se espalhavam gritando e empurrando pessoas pelo caminho.
Conforme fui chegando mais perto do trio elétrico, onde algumas pessoas balançavam lá em cima e cantavam a mesma música durante a mais de uma hora que passei lá, a quantidade de pessoas por metro cúbico (vários casos de pessoas em cima de outras pessoas foram relatados) foi aumentando assustadoramente, até que ficou impossível andar sem encostar em pelo menos 5 outros indivíduos. Infelizmente, graças a Lei de Murphy, raramente eram mulheres gostosas.
Depois disso, o evento se resumiu a seguir o trio, se esmagando entre as pessoas bêbadas e fedendo a cigarro, num calor infernal, ouvindo a mesma maldita música tocando num loop infinito. Chegando no final, as pessoas ficam paradas, mas ainda sendo esmagadas por pessoas bêbadas e fedendo a cigarro, num calor infernal, ouvindo a mesma maldita música tocando num loop infinito. Pouquíssimas eram as pessoas que chegavam a dançar, que acredito era a única finalidade disso, além de encher a cara.
Se alguém conseguir me explicar o motivo de alguma pessoa com o mínimo de sanidade conseguir gostar de algo assim a ponto de ir em vários por dia, eu agradeço. Porque nunca mais me meto numa furada dessas.
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