Coluna do Bighi #12: Parabéns para mim!

Postado no dia December 8th, 2007 em Coluna do Bighi por Bighi

Ahh, o cheiro de aniversário está no ar. E não estou falando apenas dos restos da festa de aniversário do Tomate Cru ainda largados nos cantos. Um novo aniversário se aproxima, e é um tão importante quanto o que tivemos no mês passado: o meu aniversário. Hip Hip Hurray!

Quando eu era beeem pequeno, eu não sabia se devia gostar ou não dos aniversários. Claro, tinha os presentes — que eram a melhor parte — mas também tinha que agüentar um monte de parentes que eu não gostava vindo falar comigo, passar a mão no meu cabelo, apertar as bochecas. Ahh, tudo pelos presentes. E, no fim das contas, a maioria dos presentes era roupa. Malditos parentes que só aparecem pra dar roupa. Quem é que quer saber de roupa nova na infância? Pensando bem agora, as roupas eram mais um presente pros meus pais do que pra mim, já que economizariam o dinheiro de mais uma roupa praquele moleque que cresce o ano todo.

Depois, comecei a crescer, entrei na adolescência e aí decidi de vez que eu não gostava muito dos aniversários. Eu tinha que continuar vendo um monte de parente que eu já tinha certeza de que não gostava, tinha que ouvir as pessoas cantando 38 diferentes músicas de parabéns na hora de cortar o bolo, e ainda por cima os presentes haviam diminuído. Diminuído!! Que raio de mundo injusto é esse?

Mas não havia como fugir. Não havia como não ter os aniversários, e nem como me livrar dos parentes longínquos que só aparecem no aniversário pra aproveitar da comilança e bebilança de graça. Pelo menos eles me rendiam bons momentos já perto do fim da festa, bêbados, tentando ficar em pé e chamando meu cachorro (Faísca) de Taísca, Chuvisca ou diversos outros nomes parecidos.

Mas, assim como um pé de acerola plantado no barro atrás da casa de um padre, eu cresci. A fase adulta veio, olhou pra mim, ficou desconfiada por um tempo e depois foi se acostumando. E aí voltei a gostar mais das festas de aniversário. Passei a cortar 80% dos parentes da lista de convidados, e ao mesmo tempo passei a chamar mais amigos. O único ruim é que, nesta fase também, os presentes ficaram escassos. De novo!! Qual é a graça de se tornar um adulto se as pessoas vão parar de te dar presentes legais como a espada do jiraiya ou a capa do super-homem?

Mas meu ponto é…. bom… eu gosto de aniversários. Só não gosto tanto do meu porque, por ser em dezembro, esse bando de parentes mãos-de-vaca sempre me deram 1 presente só pro Natal e pro aniversário. O meu é amanhã, dia 9, e todo este post abrindo o âmago do meu ser a vocês leitores egoístas foi só pra pedir presentes de aniversário. Provem pra mim que os presentes não vão só diminuindo na fase adulta, doe algo. Doe uma nota de R$50, um vereador, a sua prima… o negócio tá de um jeito que até um comentário vale. Um comentário da sua prima vale por dois. Diga a ela que um dos fundadores do tomate está rico com propaganda, e completamente solteiro. Ela não precisa saber que uma das coisas nesta última frase é mentira…


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Coluna do Bighi #11: Falha de Comunicação e um copo d’água

Postado no dia December 1st, 2007 em Coluna do Bighi por Bighi

E chega mais uma edição da coluna do bighi, a coluna semanal menos semanal da internet. Tem semanas que acabo não pensando em nenhum assunto com algo mais pessoal para escrever, e o final de semana passa num pulo. Mas desta vez eu me lembrei de algo que já criou confusões na minha infância: a falha de comunicação.

Se expressar, independente do idioma, é algo bem complicado. Geralmente usamos a fala, completamos com algum gesto de mãos ou aceno de cabeça, e mesmo assim nossa mensagem é entendida da forma errada. Mesmo que ainda façamos sons engraçados com a boca pra explicar melhor o que queremos dizer. Acreditem em mim, eu faço bastante isso. Mas o problema é que nem sempre conseguimos expressar as coisas mais complexas que estamos querendo dizer. Isso é normal.

O problema é quando falamos as coisas de um jeito que até as mensagens mais simples são mal compreendidas. E se esta falha de compreensão é feita por alguém que pode levar as coisas a sério, ahh, aí as confusões são quase garantidas.

Lembro de um dia na escola — quando eu era bem pequeno e ainda via a professora como “tia” — que houve um grande mal entendido. Não lembro exatamente o motivo, mas a tia havia pedido que todos os alunos levassem um copo d’água para a aula  no dia seguinte. Ela havia dito exatamente com estas palavras e eu, que já entendia perfeitamente as coisas mas ainda não tinha malícia pra perceber quando alguém havia falado errado, entendi de outra forma. No dia seguinte, acordei para ir à escola, arrumei meu material na mochila, peguei meu copinho verde com tampa e enchi ele de água. Como eu não me achava bobo nem nada, lembrei de colocar a tampa no meu copinho de plástico e coloquei ele na mochila junto com os livros.

Me lembro de estar todo feliz por estar sendo um bom aluno levando o copo de água que a tia havia pedido. Mal havia saído de casa quando minha mãe perguntou porque minha mochila estava pingando. Resultado: molhei todos os meus livros e a minha mochila. Tive que levar na mão um lápis e um bloquinho de anotações. E tudo porque esta levando exatamente o que a professora havia pedido: um copo DE ÁGUA.

Eis aí o maldito erro de comunicação das pessoas. Você pode estar rindo, mas pense sobre o que é um copo de água. Se alguém fala com você a expressão “copo d’água” você vai imaginar um copo com água. Um copo sem água é apenas “copo”. Com água é copo de água, assim como um copo com refrigerante é “um copo de refrigerante”.

Muitas vezes podemos estar passando a mensagem errada, acreditando que o que falamos está sendo fiel à idéia original da mensagem criada na nossa cabeça, quando na verdade a pessoa pode estar entendendo outra coisa completamente diferente. Transformar idéias abstratas em uma mensagem formada por palavras é uma arte complexa que se aprende com o tempo, e é uma das coisas que as pessoas menos dão atenção.

Tente observar no seu dia-a-dia quantas coisas você diz que poderiam ser interpretadas de formas completamente diferentes. E então imagine se não haveria um jeito melhor de ter expressado aquela idéia. Você pode se surpreender.


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Coluna do Bighi #10: Bento Gonçalves

Postado no dia November 4th, 2007 em Coluna do Bighi por Bighi

Uma das coisas mais chatas da internet é o chato que adora discutir. Não que discutir sobre dois pontos de vista diferentes seja errado, mas parece que a maioria das pessoas que resolve expor sua opinião numa discussão usa argumentos idiotas e/ou falsos só pra tentar vencer. Para esses casos, acabei adotando o que chamei de Tática Bento Gonçalves.

Bento Gonçalves é químico, físico e caçador de lagartos nas horas vagas. Ele também possui grandes conhecimentos de psicologia, informática e sociologia. É uma das melhores pessoas para citar em uma discussão para dar maior ênfase ao meu argumento. Bento Gonçalves nasceu há 48 anos atrás na Escandinávia, gosta de mulheres grandes, odeia água e existe apenas na minha cabeça.

Independente de existir no mundo real ou não, apenas o fato de citar seu nome já dá um peso muito maior aos meus argumentos. Vejam bem, dizer numa discussão que “descobriram na áfrica que ovos de crocodilo combatem o câncer” parece um argumento sem peso e que pode ser facilmente derrubado. Agora, por outro lado, quando digo “Segundo o pesquisador Bento Gonçalves, ovos de crocodilo combatem o câncer” isso sim parece um argumento sólido, de alguém que entende de ciência e conhece os nomes dos mais avançados pesquisadores nacionais da área. Como é que o chato da internet refutaria meu argumento?

Bento Gonçalves tem me ajudado em várias áreas. Sejam discussões sobre videogame, informática, sociologia ou a novela das oito, ele sempre tem me ajudado a vencer discussões ou deixar meu adversário em maus lençóis. Então proponho a vocês, vamos todos começar a usar a tática bento gonçalves. Além de ser engraçado, ainda vai aumentar as chances de mais gente por aí ter ouvido do pesquisador/cientista Bento Gonçalves e suas descobertas.

Agora dá licença que vou ali vencer uma discussão sobre a solução da fome na áfrica.


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O dia em que fui derrotado

Postado no dia November 1st, 2007 em Coluna do Bighi, Geral por Bighi

Se existe alguém por aí que acompanha a Coluna do Bighi, deve ter percebido que nos últimos 3 finais de semana não houve coluna alguma. Não foi exatamente por preguiça, é que fui desafiado a escrever um post sobre um assunto muito difícil: romance, amor e relacionamentos. E é complicado escrever um post desses sem acabar parecendo piegas, monótono, parecer  um nerd babão que não consegue namorada ou, pior, acabar saindo um texto ruim. No fim das contas, fui derrotado.

Este texto é longo, então respire fundo e sente-se confortavelmente antes de prosseguir.

A proposta parecia simples no começo: escrever sobre amor e relacionamentos baseado num texto que  li no perfil de uma pessoa do orkut. Mas foi só abrir a tela de escrita do blog que percebi a enrascada em que eu tinha me metido. É difícil, de um modo geral, escrever sobre relacionamentos amorosos. Cada um os vê de um jeito, cada um tem sua própria opinião do que é melhor e do que não é.

O tal texto do orkut falava sobre como um cara meio cansado do relacionamento pode acabar pensando em como era legal a época de solteiro. Aí acaba terminando o relacionamento e depois de um tempo como solteiro ele se recorda como é vazia e sem graça essa vida de ficar pegando mais de uma mulher por noite, sem qualquer comprometimento, e começa a ter saudades da época que namorava a menina boazinha. Mas a menina boazinha havia ficado revoltada com o que aconteceu, e havia decidido se tornar uma dessas mulheres que não querem relacionamentos e só querem curtir noite após noite. E essas coisas acontecem de verdade.

É difícil falar sobre as dificuldades de um relacionamento, e os motivos pelos quais eles não dão certo. Uma coisa que eu vejo com muita frequência (e não sou o único) são mulheres dizendo que é muito difícil encontrar homens que querem relacionamentos. E, por outro lado, também vejo muitos homens muito dispostos a se comprometer e ficar com uma única garota. Opa, tem algo errado aí. Se tem vários homens dispostos a se comprometer, como as mulheres falam que é cada vez mais raro? O problema está no fato de que elas procuram sempre os mesmos.

Acompanhe a situação comigo, e veja se não conhece pelo menos algumas pessoas assim: a garota conhece um cara, fica com ele algumas vezes, começa a gostar e aí ele se cansa dela ou começa a pegar outra. Ela fica triste, fica com raiva porque ele não quis algo mais sério. Ela começa a ficar mais animada novamente, aí vai e procura exatamente outro homem do mesmo tipo do anterior. Fica com ele, começa a gostar e ele depois está com outra. Ou às vezes até resolve “namorar”, mas fica traindo a torto e a direito. A garota novamente fica triste, diz que homem é tudo igual, e então vai novamente atrás de outros homens exatamente do mesmo tipo.

Eu conheci gente assim e conheço ainda hoje em dia. São como aqueles cavalos com algo tapando seus olhos e deixando ver apenas uma pequena parte do topo. Ou, numa analogia melhor, garotas assim são como Homer Simpson. Eu me lembro de um episódio onde Homer enfia o dedo na tomada e leva um choque. Então ele pensa “da próxima vez não vou levar choque” e enfia o dedo de novo e leva outro choque. E fica repetindo a mesma coisa por um tempão. Muito parecido com as garotas homer simpson, só que no caso delas não são elas que enfiam algo.

Mas o post não ficou como eu queria. Claro, fui derrotado. O assunto é grandioso e complexo demais para mim. Eu tinha planos de falar até de garotos nerds, muitos por aí ótimos namorados e solteiros, mas fica pra outro dia. Que fique claro que não estou falando do estereótipo de nerd, o cara babão que só pensa em bobeirinhas e fica com vergonha de falar com garotas.

Um bom namorado é alguém como… eu. Mas isso fica pra outro post, algum outro dia. E, pra enxurrada de fãs mulheres que vai comentar querendo meu telefone depois disso: sinto muito, mas já encontrei a minha garota boazinha.


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Coluna do Bighi #9: O preço da conveniência.

Postado no dia September 22nd, 2007 em Coluna do Bighi por Bighi

Antes de começar o assunto da coluna propriamente dito, queria perguntar algo a você, leitor. Você gosta do Bighi? Pois o Bighi (sim, sou eu, e estou falando de mim na terceira pessoa) agora começou mais um blog. Este cara legal que escreve tão bem começou um blog voltado aos programadores e demais profissionais de informática. Quem é da área ou tem curiosidade sobre o assunto, visite o blog leonardobighi.com. Fim da auto-propaganda.

Vocês podem perceber que em meus textos eu venho criticando o modo de ser do povo brasileiro. Estas críticas vem do fato de que acho que somos um dos povos mais atrasados e mal educados, ficando atrás apenas dos iraquianos e dos gays. Ainda mais que ficar na frente de gay é perigoso.

E uma das coisas que parece que a maioria dos brasileiros não consegue entender é o custo de conveniência.

Para explicar melhor o que estou dizendo, vejam um exemplo do cotidiano. Meus pais resolvem fazer as compras, e vão pesquisar o preço do arroz. Percebem que no mercado A o arroz está 18 centavos mais barato que no mercado B. Eles, então, resolvem enfrentar uma fila quilométrica e perder mais de meia hora pra comprar no mercado A quando poderiam gastar 18 centavos a mais com o arroz no mercado B, que é mais limpo e tem filas menores.

E nesta diferença de preços, provavelmente os 18 centavos que faziam o arroz ficar mais caro no mercado B era um custo de conveniência. O mercado precisa colocar mais caixas para a conveniência do cliente, e isso se reflete em um pequeno aumento nos preços.

Muitas coisas na nossa vida possuem, de forma imbutida, um custo de conveniência. Você gasta um pouco mais para poupar seu tempo, ser melhor atendido ou ter um ambiente mais elegante. Ou tudo ao mesmo tempo. Quando você compra os ingredientes de um bolo já pré-preparados, sai mais caro que comprar cada um separadamente e fazer. Custo da conveniência.

Será que é tão difícil abrir mão de umas dezenas de centavos para fazer suas compras em um lugar melhor? Vocês podem até dizer que são poucos centavos a mais, mas em todos os produtos, e somados eles dão alguns reais a mais no custo. E eu não me importo. Ainda prefiro gastar 5 ou 10 reais a mais num mês pra fazer minhas compras de forma rápida e elegante do que perder tempo com filas enormes e péssimo atendimento só pra poupar este dinheiro.

Nosso povo, na maioria, é movido pelos preços baixos, não importando o resto. Não pensamos nos outros custos. Economizamos 18 centavos pra comprar o arroz e aceitamos um custo extra de 30 minutos do dia na fila. Enxergando por este ponto, somando todos os custos (não apenas o custo em dinheiro), qual opção sairia mais barata no fim das contas, o mercado A ou o B?

Meia hora do seu tempo vale mais que 18 centavos?


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Coluna do Bighi #8: Agulha não!

Postado no dia September 16th, 2007 em Coluna do Bighi por Bighi

Nunca fui muito chegado em agulhas, de todo tipo. O máximo que aceito é a agulha de injeção, que é bem fininha e preciso dela pra garantir que vou continuar vivendo por tempo suficiente pra continuar evitando as outras agulhas. Mas infelizmente não é possível evitá-las a vida toda.

Mesmo sabendo que as agulhas não gostam de mim, eu acabei prometendo a uma pessoa importante que iria tomar coragem e doar sangue. Mesmo sabendo de toda a dor e sofrimento que envolvem este ato.

O que eu não sabia é que a doação de sangue viria até mim, cobrar a promessa. Resolveram fazer, nesta quinta-feira que passou, uma campanha de doação de sangue na faculdade onde estudo. Pronto, havia chegado a hora. Lá fui eu, caminhando lentamente para o abatedouro a casa de tortura. E era pior do que pensava.

Depois de um longo questionário perguntando se eu tinha ido à africa, se tinha injetado drogas, e se tinha fornecido minha rosquinha para ser degustada por outro macho, eu acabei indo para a parte onde furam meu dedo. Até aí tudo bem. Pegaram umas gotas de sangue para avaliar, e fui adiante.

O que vocês não sabem é o tamanho da agulha que usam para tirar seu sangue. Sério, é enorme. Sabe a agulha de exame de sangue? A de doação é maior. Aquela agulha é tão grande que eu acho que se o médico for descuidado ele pode acabar levando um órgão menor junto, como meu coração, que passaria pela agulha sem entalar no caminho.

Todo o meu corpo gritou em reação a aquela coisa. Meu organismo não me deixaria ir para o abate assim, de mão beijada. Suei frio, comecei a me sentir fraco e, quando resolvi beber um copo d’água pra ver se melhorava, eu apaguei. Acordei uns 20 segundos depois, toda a água do meu copo caída sobre a minha calça como se eu tivesse me mijado todo, e ainda tive que aguentar todo mundo do local olhando pra mim. Será que eles não entendem que tinha uma agulha enorme esperando por eles?

No fim das contas, acabei indo embora sem doar sangue. Mas ganhei lanchinho. Apesar da humilhação pública, a comida/bebida grátis meio que compensou. Acho que ano que vem vou tentar de novo, porque quanto mais cedo cumprir a promessa, mais cedo estarei livre.

PS: Este texto não foi feito, de forma alguma, tentando convencer você a não doar sangue. Eu quis aproveitar a coluna do bighi para falar de forma mais engraçada sobre o que me aconteceu, mas as pessoas precisam da sua ajuda. Muitas pessoas sofrem acidentes todo mês e o seu sangue é o que poderá salvá-las da morte. Pense bem, poderia ser você precisando do sangue.


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Coluna do Bighi #7: Ter assunto é para os fracos.

Postado no dia September 8th, 2007 em Coluna do Bighi por Bighi

Quando eu era pequeno e estava na terceira série, eu conheci uma garota chamada Maria. Maria não era engraçada, não era bonita, não era inteligente e nem tem nada a ver com este post. Nunca mais vi Maria.

Neste final de semana estou aqui sozinho no tomate. XaXá viajou pra algum lugar cujo nome não me lembro, para visitar parentes cujo nome ele não lembra, e me deixou aqui sozinho na redação. Caso vocês não saibam, a redação do tomate cru fica no terceiro andar de um prédio comercial do Rio de Janeiro. Ocupamos o andar inteiro com sarcasmo, piadas e salada de tomate.

Vou aproveitar que estou aqui sozinho nesta redação enorme e escura e vou dar uma dica pra vocês. Xaxá não vai poder me impedir. Ouçam os podcasts. Ouçam todos. No momento só tem um, claro, mas em alguns dias estaremos lançando o segundo, que será sobre mitos e celebridades da internet. A dica é: depois de cinco podcasts publicados, teremos uma promoção que tem a ver com algo nestes cinco primeiros. Não vou falar o que é, mas será que vocês encontram?

Alguém reparou que a numeração da Coluna do Bighi mudou? No começo do ano eu tinha publicado dois textos que eu marquei como Crônicas. Aí, há pouco tempo atrás, resolvi incluí-los como o número 1 e 2 da coluna, mudando o número das que já tinha antes. Não que você se importe muito, claro.

Neste momento eu deveria estar me preparando pro Rails Rumble, mas acabei dando uma paradinha pra postar aqui. Rails Rumble é um concurso de programação, onde eu devo fazer um site inteiro em 48 horas. Tem gente que até separou comida suficiente pra dois dias e deixou perto do computador, pra nem precisar levantar da cadeira. Será que eu tenho chances de competir com essas pessoas? Não respondam.

Acredito eu que estou concorrendo com pessoas muito geeks, verdadeiros experts da programação. Sabe como é, quando um cara decide, por livre e espontânea vontade, se tornar gordo, anti-social e não ter namorada parece que a vida o recompensa com um desempenho excepcional na programação e uma capacidade sem igual de ser ainda mais gordo e anti-social. É um ciclo vicioso, como morder o próprio rabo.


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