Coluna do Bighi #6: Small Talk
Uma coisa que sempre me irrita é quando estou andando tranquilamente pela rua e encontro um antigo conhecido, daqueles que não tenho contato há pelo menos dois anos. Tento até fingir que não vi, vou passando direto, mas eles sempre acabam nos vendo e aí fica aquela obrigação implícita do small talk, o ato de “bater um papinho”.
Ô coisa chata, hein. Isso é sempre a mesma coisa, aquele negócio de “tá sumido” pra cá, e “tá fazendo o quê” pra lá, e os minutos vão escoando devagar. Aquilo parece que não acaba nunca.
Mais engraçado é quando a pessoa nem lembra onde você mora/trabalha, e só pelo prazer de não deixar a conversa morrer perguntam “E aí, você ainda tá lá?”. Você que se vire pra decifrar o que “lá” quer dizer.
Parece existir uma arte oculta do small talk, uma escola de conversa fiada inútil e fútil. E todos os Velhos Conhecidos fizeram um curso intensivo por lá. Quando você já esgotou seu estoque de frases feitas e acha que a conversa já passou dos limites do aceitável, eles começam a sessão nostalgia, com os assuntos mais chatos que conseguem relembrar. Tudo pelo simples prazer de não te deixar seguir seu caminho.
Nenhuma conversa com um Velho Conhecido pode, é claro, terminar sem o clássico “vamos marcar alguma coisa”, seguido por um “vamos sim” e um “eu te ligo”. Telefones são trocados, você vai pra casa e torce pra que esse pessoa nunca te ligue pra marcar alguma coisa.
Geralmente acabam não ligando mesmo, e daqui a 2 ou 3 anos vocês se esbarram novamente pra que todo o ritual recomece.
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Vocês se lembram dos filmes eróticos que a gente curtia na infância? Aqueles filmes com história, onde não mostravam o sexo explícito. Filmes como o clássico Emmanuelle, e muitos outros que não lembro o nome. Pois então, pra onde foram eles?
Depois de muito tempo voltei com a coluna. Pra começar recomeçando, eu queria falar um pouco de Sylvester Stallone. Vocês podem até acabar torcendo o nariz ao ouvir este nome, mas há poucos meses aprendi a respeitar o Stallone muito mais do que respeitava antes, ao conhecer a história de sua vida.Um jovem da Pennsylvania tinha um sonho: ser ator. Mas ele tinha um grande problema. Parte do seu rosto havia sido permanentemente paralisado, devido a um acidente durante o parto. Com isso, não tinha tanta capacidade de expressão no rosto quanto os outros atores, e uma certa dificuldade pra falar claramente. Este garoto era Sylvester Stallone, conhecido pelo apelido “Sly”.