Uma coisa que geralmente me incomoda nas músicas são as letras idiotas e/ou sem sentido. Não importa o estilo de música, sempre tem aquelas que tem uma letra imbecil, incluindo uma ou outra que você gosta. E não, eu não vou nem falar das músicas brasileiras pra não ser apedrejado pelos alienados nacionalistas.
A minha primeira grande decepção musical foi com a música Polly, do Nirvana. Eu era um jovem adolescente ingênuo, e meu mundo caiu ao descobrir que o refrão principal da música, traduzido para o português, falava de um papagaio. Mais especificamente, ele fica repetindo “louro quer biscoito”.
Músicas como essa, em inglês, são mais fáceis de passar sem que a gente perceba que as letras delas são tão bobas que até meu primo de quatro anos poderia escrever algo no mesmo nível. Você aí, leitor, pode estar curtindo várias músicas em inglês sem nem perceber que a letra é ruim.
É claro que, sendo distraído como sou, acabei gostando muito de outras músicas sem nem perceber a má qualidade das letras. Um caso mais recente foi com a música Black Number One, do Type O Negative. Só depois de alguns meses, eu reparei que aquele refrão super legal falava sobre um dia chuvoso, e que uma mulher não poderia sair de casa porque as raízes do cabelo estavam aparecendo. “Pinte elas de preto”, diz várias vezes a letra, e então entra na frase principal do refrão “preto, preto, preto… número um”. Preto número um (Black Number One) se referia a uma tonalidade de tinta de cabelos! Não, sério… tinta de cabelo!! Até agora não acredito nisso.
E o número de letras bobas é enorme, só não tenho como ficar falando de todas por aqui. Falando sério, só pode ser algo combinado. Imagino um monte de músicos se reunindo num porão escuro rindo das pessoas que curtiram suas letras idiotas e planejando as próximas baboseiras que escreverão para os fãs.
E nem sei se rio ou choro por uma letra que repete “louro quer biscoito” ter feito tanto sucesso.
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