Coluna do Bighi #8: Agulha não!
Nunca fui muito chegado em agulhas, de todo tipo. O máximo que aceito é a agulha de injeção, que é bem fininha e preciso dela pra garantir que vou continuar vivendo por tempo suficiente pra continuar evitando as outras agulhas. Mas infelizmente não é possível evitá-las a vida toda.
Mesmo sabendo que as agulhas não gostam de mim, eu acabei prometendo a uma pessoa importante que iria tomar coragem e doar sangue. Mesmo sabendo de toda a dor e sofrimento que envolvem este ato.
O que eu não sabia é que a doação de sangue viria até mim, cobrar a promessa. Resolveram fazer, nesta quinta-feira que passou, uma campanha de doação de sangue na faculdade onde estudo. Pronto, havia chegado a hora. Lá fui eu, caminhando lentamente para o abatedouro a casa de tortura. E era pior do que pensava.
Depois de um longo questionário perguntando se eu tinha ido à africa, se tinha injetado drogas, e se tinha fornecido minha rosquinha para ser degustada por outro macho, eu acabei indo para a parte onde furam meu dedo. Até aí tudo bem. Pegaram umas gotas de sangue para avaliar, e fui adiante.
O que vocês não sabem é o tamanho da agulha que usam para tirar seu sangue. Sério, é enorme. Sabe a agulha de exame de sangue? A de doação é maior. Aquela agulha é tão grande que eu acho que se o médico for descuidado ele pode acabar levando um órgão menor junto, como meu coração, que passaria pela agulha sem entalar no caminho.
Todo o meu corpo gritou em reação a aquela coisa. Meu organismo não me deixaria ir para o abate assim, de mão beijada. Suei frio, comecei a me sentir fraco e, quando resolvi beber um copo d’água pra ver se melhorava, eu apaguei. Acordei uns 20 segundos depois, toda a água do meu copo caída sobre a minha calça como se eu tivesse me mijado todo, e ainda tive que aguentar todo mundo do local olhando pra mim. Será que eles não entendem que tinha uma agulha enorme esperando por eles?
No fim das contas, acabei indo embora sem doar sangue. Mas ganhei lanchinho. Apesar da humilhação pública, a comida/bebida grátis meio que compensou. Acho que ano que vem vou tentar de novo, porque quanto mais cedo cumprir a promessa, mais cedo estarei livre.
PS: Este texto não foi feito, de forma alguma, tentando convencer você a não doar sangue. Eu quis aproveitar a coluna do bighi para falar de forma mais engraçada sobre o que me aconteceu, mas as pessoas precisam da sua ajuda. Muitas pessoas sofrem acidentes todo mês e o seu sangue é o que poderá salvá-las da morte. Pense bem, poderia ser você precisando do sangue.
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on September 16th, 2007 at 10:34 am
Frouxo! ;X
[Responder]on September 16th, 2007 at 10:00 pm
“se tinha fornecido minha rosquinha para ser degustada por outro macho”
[Responder]fala sério que até isso perguntam??? hahahahaa que sarro… bom eu nunca doei sangue… mas sempre tenho essa vontade.
boa semana
on September 19th, 2007 at 11:19 am
Medroso e uma figa!
[Responder]Ainda se mija de medo… que vergonha!