Coluna do Bighi #9: O preço da conveniência.
Antes de começar o assunto da coluna propriamente dito, queria perguntar algo a você, leitor. Você gosta do Bighi? Pois o Bighi (sim, sou eu, e estou falando de mim na terceira pessoa) agora começou mais um blog. Este cara legal que escreve tão bem começou um blog voltado aos programadores e demais profissionais de informática. Quem é da área ou tem curiosidade sobre o assunto, visite o blog leonardobighi.com. Fim da auto-propaganda.
Vocês podem perceber que em meus textos eu venho criticando o modo de ser do povo brasileiro. Estas críticas vem do fato de que acho que somos um dos povos mais atrasados e mal educados, ficando atrás apenas dos iraquianos e dos gays. Ainda mais que ficar na frente de gay é perigoso.
E uma das coisas que parece que a maioria dos brasileiros não consegue entender é o custo de conveniência.
Para explicar melhor o que estou dizendo, vejam um exemplo do cotidiano. Meus pais resolvem fazer as compras, e vão pesquisar o preço do arroz. Percebem que no mercado A o arroz está 18 centavos mais barato que no mercado B. Eles, então, resolvem enfrentar uma fila quilométrica e perder mais de meia hora pra comprar no mercado A quando poderiam gastar 18 centavos a mais com o arroz no mercado B, que é mais limpo e tem filas menores.
E nesta diferença de preços, provavelmente os 18 centavos que faziam o arroz ficar mais caro no mercado B era um custo de conveniência. O mercado precisa colocar mais caixas para a conveniência do cliente, e isso se reflete em um pequeno aumento nos preços.
Muitas coisas na nossa vida possuem, de forma imbutida, um custo de conveniência. Você gasta um pouco mais para poupar seu tempo, ser melhor atendido ou ter um ambiente mais elegante. Ou tudo ao mesmo tempo. Quando você compra os ingredientes de um bolo já pré-preparados, sai mais caro que comprar cada um separadamente e fazer. Custo da conveniência.
Será que é tão difícil abrir mão de umas dezenas de centavos para fazer suas compras em um lugar melhor? Vocês podem até dizer que são poucos centavos a mais, mas em todos os produtos, e somados eles dão alguns reais a mais no custo. E eu não me importo. Ainda prefiro gastar 5 ou 10 reais a mais num mês pra fazer minhas compras de forma rápida e elegante do que perder tempo com filas enormes e péssimo atendimento só pra poupar este dinheiro.
Nosso povo, na maioria, é movido pelos preços baixos, não importando o resto. Não pensamos nos outros custos. Economizamos 18 centavos pra comprar o arroz e aceitamos um custo extra de 30 minutos do dia na fila. Enxergando por este ponto, somando todos os custos (não apenas o custo em dinheiro), qual opção sairia mais barata no fim das contas, o mercado A ou o B?
Meia hora do seu tempo vale mais que 18 centavos?
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Comentários
Outro exemplo é pagar um pouco mais caro pela internet (por causa do frete) por algo que não é necessário de imediato. Está gastando um pouco mais pela comodidade de não sair de casa.
Leonardo, falando sério, de caxiense para caxiense, isso é o que no popular chama-se “economia de pobre”, é o que nós fazemos por considerar que estaremos economizando os nosso poucos e parcos caraminguás e na realidade estams desvalorizando os ditos cujos pois não percebemos que é mais econômico gastar um pouco mais e aproveitar a conveniência útil e preciosa.Não estou chamando seus pais de “pobres”, veja bem, apenas aproveitei o ditado popular que veio bem a calhar. Todos nós estamos sujeitos a essas atitudes pois somos frutos de nosso ambiente, apenas temos de estar atentos para fugirmos dessas armadilhas. Um abração conterraneo.
Opa, um conterrâneo.
Mas eu concordo que essa é uma atitude bem de pobre mesmo. Mas temos que ficar de olho porque existem muitos outros custos além do dinheiro.
E esqueceu também que tem muita gente fe fala “no local X está mais barato!” Mas o tal lugar fica mais distante, gastando muito mais que os 18 centavos de combustível. Vi algo parecido semana passada! E mesmo se não for isto, no fundo não compensa mesmo. Garanto que meu tempo vale mais que, sei lá, 18 centavos, e acredito que o seu também.
Muito bem lembrado, Raposa.
Esse negócio de local X estar mais barato. Já vi muita gente gastar com passagem/combustível pra ir comprar num local mais barato, e no fim gastou muito mais tempo e quase tanto dinheiro. Ou até mais.
Eu confesso que gasto mais tempo pra ir numa farmácia mais longe. Mas não gasto passagem, apenas +10 minutos de caminhada…




cara…nunca tinha pensado nisso
é uma coisa bem certa …apesar de nunca ter relacionado isso ao meu cotidiano, eu sempre prefiro pagar alguns centavos a mais pra ter um conforto maior , melhor atendimento, ganho de tempo e etc…pensei nisso hj ao comer um daqueles “hot pockets” hamburguer pré-pronto da Sadia, apesar de custa um pouco mais caro do q se preparar em casa economiza um bom tempo… :]
é isso
vou acessar sempre seu novo blog…ja q sou programador(estudante …iniciante.)
Otimo texto continue assim.