Beowulf

Era um dia aparentemente comum. Andava aleatoriamente pelas ruas pensando nas duas vezes em que perdi Serpentes a Bordo, me impedindo de escrever uma resenha para os meus “queridos” leitores. Eu tinha que escrever sobre algo, mas as idéias não vinham. De repente, passo por um cartaz em um ponto de ônibus, onde um mendigo urinava feliz num canto com um sorriso medonho no rosto. No ponto, não no cartaz. O cartaz era de um filme que havia acabado de estrear no cinema. Seu nome: Beowulf. Nesse momento, várias coisas passaram pela minha mente, as milhares de resenhas espalhadas pela internet falando em como o filme era a pior coisa que já tinha acontecido para o cinema, e coisas do tipo. Piadas apareciam e sumiam mais rápido do que eu podia rir. Lá estava, um filme aparentemente horrível para falar mal no Tomate Cru. Era perfeito. Boto a mão no bolso, acho uns trocados e corro para o cinema.

Eu fui ver esse filme achando que ia ser uma porcaria completa. Achei que a única coisa que ia escrever aqui seriam sinônimos de ruim. Pois eu estava errado. O filme, por incrível que pareça e contra todas as espectativas, é bom. Sim, isso mesmo que você leu, o filme é bom.

Antes que as pessoas que viram o filme e acharam uma porcaria me taquem pedras, tomates (crus) e derivados, tenho que admitir, não é um filme que qualquer um vá gostar. Pseudo-intelectuais por exemplo, que gostam de filmes afegãos com roteiro de livro de auto-ajuda sem sentido e de qualquer filme nacional que apareça só por ser nacional, não vão gostar.

É claro, não é o melhor filme do ano. Não é um filme em que se vê 50 vezes só no cinema, e depois compra em dvd apenas para ficar fazendo maratonas toda noite. Não é um filme que vai ficar na mente das pessoas e será lembrado por toda a eternidade e suas falas repetidas a exaustão por seres sem idéias para piadas em fóruns espalhados pela internet. Mas ele cumpre exatamente o que queria. É um filme épico, poser e com belas cenas de ação, que consegue entreter durante suas quase duas horas de duração.

Poster Beowulf Beowulf, que foi baseado em um poema épico inglês, conta a história de um herói (Beowulf, dã) que vai a um reino nórdico assolado por um monstro feio qualquer para matá-lo, mostrar como ele é foda, pegar a grana e ir embora. A história vai se desenvolvendo a partir daí, mas se quiserem saber mais, vejam o filme. Se o roteiro do filme é fiel ao poema original, eu não posso dizer, nunca li o poema (e provavelmente nunca vou ler), e não me importo nem um pouco. Ele consegue prender o espectador sem exagerar demais nas reviravoltas, o que está se tornando comum demais nos filmes de hoje.

Feito em computação gráfica usando Motion Capture, o filme tem um visual excelente, com personagens bem realistas e cenários belíssimos. Infelizmente essa técnica faz com que as atuações fiquem um pouco estranhas, mas nada que estrague o filme. As cenas de ação são muito bem feitas, não sendo exageradas demais a ponto de tornar a coisa toda ridícula(cof…Advent Children… cof).

Concluindo, repito o que já disse no início, vale a pena ver esse filme. Ele tem tudo o que um filme épico deve ter (até a Angelina Jolie pelada, uhuu) sem exagerar ou complicar demais só pra fazer críticos idiotas felizes. E o filme ainda tem uma moral. Na verdade duas:

1- Sempre deixe objetos estrategicamente espalhados pelo cenário para o caso de alguém resolver andar pelado por aí.

2- Comer um dragão não é uma boa idéia, não importa o quão “gostosa” pareça.

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Comentários

hahaha! Gostei das morais do filme! hahahah

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Esqueceu de comentar que a rainha tinha a maior cara de traveco e das cenas de homosexualismo constatadas, ainda por cima daquele cara medroso que fica adimirado com a espada de Beowulf e decide ceder a própria a ele!

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