Como sobrevivi ao Sovaco do Cristo
No dia 27 de Janeiro deste novo ano de 2008, fui ao Sovaco do Cristo, e voltei, vivo (não se preocupem, não vou comer o cérebro de vocês), para contar a vocês sobre esse “evento”, e como consegui sair vivo dele.
Fui chamado por membros da minha família para festejar o carnaval, que ainda não começou mas ninguém se importa, num “famoso” bloco na lagoa, programa divertidíssimo. Como não tinha nada pra fazer, resolvi cometer tal ato de sacrifício para, assim, salvar a alma de alguns leitores que possam ser convidados a ir nos anos seguintes, mas como leram aqui, poderão inventar uma desculpa esfarrapada.
Chegando perto do local, começo a reparar num padrão dentre as pessoas que também se dirigiam para lá. 90% delas estava com ou uma latinha ou um copo de cerveja na mão. No meio desses 90%, os outros 10%, formados por vendedores de cerveja (esses carregam a cerveja no isopor, não na mão), se espalhavam gritando e empurrando pessoas pelo caminho.
Conforme fui chegando mais perto do trio elétrico, onde algumas pessoas balançavam lá em cima e cantavam a mesma música durante a mais de uma hora que passei lá, a quantidade de pessoas por metro cúbico (vários casos de pessoas em cima de outras pessoas foram relatados) foi aumentando assustadoramente, até que ficou impossível andar sem encostar em pelo menos 5 outros indivíduos. Infelizmente, graças a Lei de Murphy, raramente eram mulheres gostosas.
Depois disso, o evento se resumiu a seguir o trio, se esmagando entre as pessoas bêbadas e fedendo a cigarro, num calor infernal, ouvindo a mesma maldita música tocando num loop infinito. Chegando no final, as pessoas ficam paradas, mas ainda sendo esmagadas por pessoas bêbadas e fedendo a cigarro, num calor infernal, ouvindo a mesma maldita música tocando num loop infinito. Pouquíssimas eram as pessoas que chegavam a dançar, que acredito era a única finalidade disso, além de encher a cara.
Se alguém conseguir me explicar o motivo de alguma pessoa com o mínimo de sanidade conseguir gostar de algo assim a ponto de ir em vários por dia, eu agradeço. Porque nunca mais me meto numa furada dessas.
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on January 29th, 2008 at 9:13 am
Ta brabo mesmo heim haha
[Responder]Mas não é Suvaco?
vlw
on January 29th, 2008 at 10:32 am
Poutz, você resumiu tudo o que eu sinto nessa época de Carnaval.
Não é pq eu sou brasileira que tenho que gostar de dançar axé com pessoas suadas e bêbadas.
Ps:Teu blog é foda!
[Responder]on January 29th, 2008 at 11:19 am
Esse Charles é uma bichona!
[Responder]Um abraço…Xaxa Cade os post?
on January 29th, 2008 at 11:57 am
Eu também achava que era suvaco, mas procurei num dicionário antes de postar e é sovaco mesmo, por mais bizarro que possa parecer.
[Responder]on January 30th, 2008 at 6:20 am
é… já tive minha experiência com blocos… morava em Aracajú, onde o carnaval começa em Dezembro (sem exagero) e já me vi metido no meio de sexo a céu aberto, bêbados cuspindo (pela lei de murphy, onde eu estava ou iria estar) e se acotovelando. Sem falar nas drogas mais pesadas. Traumatizante… Neste ano vou para um retiro espiritual, ouvir Dream Theathr, Kamelot, Korn e outros santos.
[Responder]on January 31st, 2008 at 11:53 am
Sovaco?
Que coisa, não?
[Responder]Ô.o