O dia em que fui derrotado

November 1st, 2007 | Escrito por: Bighi Deixe seu comentário »

Se existe alguém por aí que acompanha a Coluna do Bighi, deve ter percebido que nos últimos 3 finais de semana não houve coluna alguma. Não foi exatamente por preguiça, é que fui desafiado a escrever um post sobre um assunto muito difícil: romance, amor e relacionamentos. E é complicado escrever um post desses sem acabar parecendo piegas, monótono, parecer  um nerd babão que não consegue namorada ou, pior, acabar saindo um texto ruim. No fim das contas, fui derrotado.

Este texto é longo, então respire fundo e sente-se confortavelmente antes de prosseguir.

A proposta parecia simples no começo: escrever sobre amor e relacionamentos baseado num texto que  li no perfil de uma pessoa do orkut. Mas foi só abrir a tela de escrita do blog que percebi a enrascada em que eu tinha me metido. É difícil, de um modo geral, escrever sobre relacionamentos amorosos. Cada um os vê de um jeito, cada um tem sua própria opinião do que é melhor e do que não é.

O tal texto do orkut falava sobre como um cara meio cansado do relacionamento pode acabar pensando em como era legal a época de solteiro. Aí acaba terminando o relacionamento e depois de um tempo como solteiro ele se recorda como é vazia e sem graça essa vida de ficar pegando mais de uma mulher por noite, sem qualquer comprometimento, e começa a ter saudades da época que namorava a menina boazinha. Mas a menina boazinha havia ficado revoltada com o que aconteceu, e havia decidido se tornar uma dessas mulheres que não querem relacionamentos e só querem curtir noite após noite. E essas coisas acontecem de verdade.

É difícil falar sobre as dificuldades de um relacionamento, e os motivos pelos quais eles não dão certo. Uma coisa que eu vejo com muita frequência (e não sou o único) são mulheres dizendo que é muito difícil encontrar homens que querem relacionamentos. E, por outro lado, também vejo muitos homens muito dispostos a se comprometer e ficar com uma única garota. Opa, tem algo errado aí. Se tem vários homens dispostos a se comprometer, como as mulheres falam que é cada vez mais raro? O problema está no fato de que elas procuram sempre os mesmos.

Acompanhe a situação comigo, e veja se não conhece pelo menos algumas pessoas assim: a garota conhece um cara, fica com ele algumas vezes, começa a gostar e aí ele se cansa dela ou começa a pegar outra. Ela fica triste, fica com raiva porque ele não quis algo mais sério. Ela começa a ficar mais animada novamente, aí vai e procura exatamente outro homem do mesmo tipo do anterior. Fica com ele, começa a gostar e ele depois está com outra. Ou às vezes até resolve “namorar”, mas fica traindo a torto e a direito. A garota novamente fica triste, diz que homem é tudo igual, e então vai novamente atrás de outros homens exatamente do mesmo tipo.

Eu conheci gente assim e conheço ainda hoje em dia. São como aqueles cavalos com algo tapando seus olhos e deixando ver apenas uma pequena parte do topo. Ou, numa analogia melhor, garotas assim são como Homer Simpson. Eu me lembro de um episódio onde Homer enfia o dedo na tomada e leva um choque. Então ele pensa “da próxima vez não vou levar choque” e enfia o dedo de novo e leva outro choque. E fica repetindo a mesma coisa por um tempão. Muito parecido com as garotas homer simpson, só que no caso delas não são elas que enfiam algo.

Mas o post não ficou como eu queria. Claro, fui derrotado. O assunto é grandioso e complexo demais para mim. Eu tinha planos de falar até de garotos nerds, muitos por aí ótimos namorados e solteiros, mas fica pra outro dia. Que fique claro que não estou falando do estereótipo de nerd, o cara babão que só pensa em bobeirinhas e fica com vergonha de falar com garotas.

Um bom namorado é alguém como… eu. Mas isso fica pra outro post, algum outro dia. E, pra enxurrada de fãs mulheres que vai comentar querendo meu telefone depois disso: sinto muito, mas já encontrei a minha garota boazinha.