uhh… Quase!
Estava hoje no ponto de ônibus e vi um homem quase ser atropelado e isso me fez ver como o quase está presente em nossas vidas. Em tudo ele aparece, a gente quase é atropelado, quase vence o jogo, quase pega o mosquito com a mão ou quase qualquer outra coisa.
Quem nunca ficou embasbacado porque algo ruim quase aconteceu com você. Eu mesmo, diversas vezes, quase fui atropelado, escapei da morte ou de uma ida ao hospital graças ao quase. Na TV de vez em quando aparece alguém que quase se ferrou: quase morreu num acidente, quase foi baleado num tiroteio ou quase teve mandato cassado por desviar milhões.
Futebol é onde ele aparece sempre. O time adversário quase faz um gol, um grande alívio que ele nos proporcionou com sua presença em jogo, seria ele o 12° jogador? Mas nem sempre o adoramos. Dá um ódio mortal quando é seu time que quase faz o gol. Temos com o quase uma relação de amor e ódio.
Ele também é um grande atenuador de fracasso, sempre que o botafogo perde, por exemplo, seus torcedores sempre falam que quase conseguiram. Ou quando alguém perde uma promoção na empresa, sempre diz que quase conseguiu. Tem gente até que só vive no quase.
Tenhamos, então, o quase sempre por perto, mas não muito perto!
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Teve uma vez que eu quase morri. E foi um quase muito próximo.
Meu irmão havia comprado um canivete novo e estava todo feliz com aquela coisa idiota. Estava sentado na mesa do computador, brincando com o canivete na mão.
Eu estava em pé atrás dele, bem próximo. Eis então que ele se empolga, e agita o canivete acima da cabeça. A lâmina passou com força pelo meu pescoço, de um lado ao outro. Eu já estava me preparando pra sentir o sangue escorrendo e pra dar meu último adeus.
Mas, claro, nada disso aconteceu. Por uma incrível sorte, o canivete passou com o lado sem fio no meu pescoço.