Deputado cria projeto de lei com intenção de piorar a TV por assinatura

Posted on December 8th, 2007 in Entretenimento, Notícias by Bighi

Eu sempre critiquei duramente o conteúdo dos programas da TV aberta, desde Gugu até Pânico na TV. Não bastasse a maioria dos brasileiros ter que assistir a este conteúdo ruim por falta de opção, um deputado com fezes de suíno na cabeça cria um projeto de lei que pretende tornar a TV por assinatura tão ruim quanto a TV aberta.

O tal deputado se chama João Maia (PR-RN) e seu projeto de lei tem como objetivo obrigar TODOS OS CANAIS da tv por assinatura a exibir 50% de conteúdo nacional, no mínimo. O projeto ainda vai além, e define as porcentagens: 17% para teledramaturgia, 17% para conteúdo independente, 6% para programas de conteúdo regional, e por aí vai.

Na prática este é um projeto que, se aprovado, faz com que o estado interfira diretamente na programação de uma empresa completamente particular, sem vínculo algum com o governo. Pior ainda, estaria interferindo no lazer pago das pessoas que estão assinando um serviço de TV justamente pra fugir do conteúdo nacional.

O lado bom é que isso mostra que nossos políticos já perceberam que o conteúdo produzido no Brasil é claramente inferior ao conteúdo americano, a ponto de não conseguir concorrer naturalmente. O lado ruim é que isso também mostra que quem está no poder ainda não perdeu essa mania totalitarista de querer controlar e limitar nosso direito de escolha, decidindo o que vamos assistir como se fôssemos crianças de 6 anos de idade.

Acorda, senhor João Maia, isso ia acabar totalmente com a tv paga, que já não tem um número tão grande de assinantes por causa dos preços exorbitantes. Para mobilizar as pessoas contra esta lei, a ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura) está com a campanha Liberdade na TV, onde as pessoas podem preencher seus dados e enviar um e-mail ao excelentíssimo retardado criador da lei. No momento que escrevi este post, 49.670 pessoas já haviam enviado e-mail.

Posts Relacionados:

17 Responses to 'Deputado cria projeto de lei com intenção de piorar a TV por assinatura'

Subscribe to comments with RSS or TrackBack to 'Deputado cria projeto de lei com intenção de piorar a TV por assinatura'.

  1. XaXá said,

    on December 8th, 2007 at 9:40 pm

    Eu fico despreocupado porque essas leis imbecis não são aprovadas.
    Mas na dúvida, vou enviar isso também.

    [Responder]

  2. on December 9th, 2007 at 10:20 am

    Deputado cria projeto de lei com intenção de piorar TV por assinatura…

    Não bastasse a maioria dos brasileiros ter que assistir a este conteúdo ruim por falta de opção, um deputado com fezes de suíno na cabeça cria um projeto de lei que tenta tornar a TV por assinatura tão ruim quanto a TV aberta….

    [Responder]
  3. Marcus VBP said,

    on December 10th, 2007 at 2:47 pm

    Não me preocupo, se esta lei for aprovada (o que eu acho muito difícil) só vai ser mais uma daquelas leis que não são seguidas na prática (talvez durante algum tempo).

    Bom, se acabarem com a TV a cabo desta forma, seria até bom, pois eu quase não assisto mais TV (aberta ou fechada), e migraria de vez para a internet.

    [Responder]

  4. on December 12th, 2007 at 9:18 am

    [...] é dividido em macrozonas de ocupação - Rio Temporada A TIM é uma porcaria - Dia de Folga Deputado cria projeto de lei com intenção de piorar a TV por assinatura - Tomate Cru Ator do Tropa de Elite dá esporro em camelô - Blog [...]

    [Responder]
  5. LUCAS said,

    on December 12th, 2007 at 10:58 pm

    Podem ficar tranqüilos, essa porra de lei nunca vai sair do papel, imaginem a CNN passando 50% de notícias brasileiras. A ESPN ia acabar, a Globo nunca irá repassar programas esportivos para uma emissora rival.

    [Responder]
  6. amendoin said,

    on December 13th, 2007 at 11:01 am

    programas nacionais são ruins?
    simplelife é brasileiro?
    cara tem tanta merda la como ka
    vai pro inferno com sua ridicula opiniao anti-nacionalista
    seu merda

    [Responder]
  7. Charles Ranger said,

    on December 13th, 2007 at 12:53 pm

    É claro que tem programa ruim lá fora, a diferença é que lá também tem programas bons, o que não acontece aqui.

    A culpa não é nossa de que você é idiota a ponto de confundir gosto com anti-nacionalismo.

    [Responder]
  8. Bighi said,

    on December 13th, 2007 at 1:58 pm

    Na verdade, eu diria que tem até muito mais merda lá do que tem aqui. Mas isso acontece simplesmente porque tem MUITO mais programas lá do que tem aqui.

    E as coisas BOAS de lá são em uma quantidade incrivelmente maior do que as poucas coisas boas que temos aqui.

    Eu não sou anti-nacionalista. Eu reconheço e gosto dos poucos programas bons que fazemos aqui. Mas não é ser anti-nacionalista reconhecer que poucos são bons, isso se chama ser realista.

    Ignorar as porcarias que temos e passar a gostar de tudo só pelo fato de ser feito no Brasil se chama alienação.

    [Responder]
  9. Wess R. Dias said,

    on December 18th, 2007 at 8:17 pm

    bom, vc’s não entenderam direito o projeto - primeiro - estipula uma cota de 17% de programaçao nacional o que é cerca de 4 horas por dia, por exemplo: se os canais HISTORY CHANNEL, DISCOVERY CHANNEL, UNIVERSAL, HALMARK, EUROCHANNEL, E!, A&E, AXN, ANIMAL PLANET, HOME AND HEALTH, PEOPLE AND ARTs, INFINITO, FOX, NATIONAL GEOGRAFIC, FX, DISCOVERY TURBO, DISCOVERY CIVILIZATION, DISC. TRAVEL AND LIVING, MGM, e dezenas de outros passam até tres horas de informecial (programas de vendas, tipo polishop) por dia pode muito bem passar programas nacionais.
    segundo - 50% de canais nacionais por exemplo; por que pode ter CNN em ingles e espanhol e nao pode ter BANDNEWS e RECORD NEWS, por que pode ter TNT, HBO, e não pode ter TELECINE, CANAL BRASIL e CINE BRASIL, por que pode ter GOLF CHANNEL e não pode ter BANDSPORT, por que pode ter BLOOMBERG e não IDEAL TV, por que pode ter JETIX, CARTOON, DISNEY CHANNEL e não TV RA-TIM-BUM
    eu sou contra 50% de canais nacionais, mais sou contra a gente não ter liberdade de escolher o que assistir, eu sou contra 17% de programação nacional em canais internacionais, mais a gente assiste até 3 horas seguidas por dias de propaganda em mais de 70% dos canais pagos.
    é pena que tudo isso não vai dar em nada!! por que no fim os politicos ficam sempre a favor das distribuidoras “globo” que possui o monopolio das tv por assinatura NET/SKY

    [Responder]
  10. Bighi said,

    on December 19th, 2007 at 12:44 am

    Bom…

    Primeiro, aprenda a escrever direito.

    Segundo, nunca mais diga “TV Ra-Tim-Bum” neste blog, ou serei obrigado a caçá-lo e matá-lo.

    [Responder]
  11. Charles Ranger said,

    on December 19th, 2007 at 7:22 am

    Mas a TV Ra-Tim-Bum é legal. Eu vi Mundo da Lua de novo, depois de mais de 10 anos, nesse canal.

    [Responder]
  12. Nivia said,

    on December 21st, 2007 at 5:21 am

    Srs deputados, vao trabalhar de verdade, e deixem em paz as programaçoes dos canais.
    A tv por assinatura ja tem globo, record, band e outras tantas, que tambem tem 90 % de porcaria.
    Portanto cada uma exibe o que quiser, e nos assinantes, selecionamos alguma coisa no pouco tempo que temos disponivel.

    [Responder]
  13. João said,

    on March 12th, 2008 at 10:39 am

    Gente,

    A propaganda é completamente enviesada para colocar todos contra o que propõe o Projeto de Lei. Querem fazer massa de manobra contra o projeto e estão falando todo tipo de inverdade.

    Tive o trabalho de ler o projeto e estuda-lo. O projeto, de autoria do deputado Jorge Bittar sequer aparece na página da campanha dita “Liberdade na TV” – e também não há link para a proposta. E está no Congresso desde dezembro último. Certamente para que ninguém conheça o texto e, assim, fazer com que os argumentos da campanha caiam por terra.

    A campanha é orquestrada, pelo que entendi pela Sky (do magnata Rupert Murdoch) e a ABTA (que representa os canais estrangeiros). Ao que parece, a Globo através dos seus braços na TV por assinatura, tem apoiado.

    O enviesamento da campanha “Liberdade na TV” é total, para conquistar corações e mentes.

    Vamos lá. O que o projeto NÃO propõe:

    1 - a retirada dos atuais canais (estrangeiros) dos pacotes. A aplicação das cotas é progressiva, sendo alcançadas, na totalidade, em 4 anos. E em quatro anos, todas as redes estarão digitalizadas, permitindo muito mais canais.
    2 - computar 10% em cima de toda a grade horária diária dos canais estrangeiros. Os 10% são em cima de 5 horas do horário nobre. Dá 30 minutos por dia (em 4 anos), ou seja, e 3:30h na semana inteirinha.
    3 – não retira do usuário o direito de escolha sobre o que ele quer assistir na televisão por assinatura. O Projeto de Lei não subtrai, mas soma conteúdo brasileiro aos pacotes existentes hoje.

    Efetivamente, o que o projeto propõe em relação às cotas? São basicamente 3 cotas:
    1 - que daqui a 4 anos, teremos 3:30h SEMANAIS de conteúdo nacional (equivalente a 10% do tempo dentro das 5 horas do horário nobre) nos canais que tem maioria de espaço qualificado nas 5 horas do horário nobre. Entram: Warner, Sony, Discoverys, HBO, etc. E ficam de fora: NHK, RAI, ESPN, etc, porque não tem maior parte de espaço qualificado no horário nobre. Vejam bem, 210 minutos por semana em 4 anos. E no primeiro ano, 25% disso, ou exatamente 52 minutos SEMANAIS. Isso é absurdo?

    2 - O projeto é inteligente ao aproveitar a digitalização das redes de tv por assinatura, fato que promete aumentar em muito o número de canais possíveis de veiculação, para criar uma cota de canais que tenham conteúdo brasileiro, em sua maior parte. Caso nada seja feito, as redes aumentarão em 50 a 100 os canais disponíveis e todos esses canais serão programados por empresas estrangeiras, com conteúdo estrangeiro dentro deles. O texto propõe 30% de todos os canais qualificados (a titulo de exemplo: HBO e Cartoon são “canais qualificados”, ESPN e Canal Rural não) existentes no pacote. Isso dá, de fato cerca de 20 a 25 canais caso o pacote tenha 100 canais (visto que o cômputo se dá não em cima de todo o pacote, mas apenas em cima dos canais que tem majoritariamente espaço qualificado no horário nobre. 20 a 25 canais (em 100) daqui a 4 anos. No primeiro ano, a cota, pela proposta será 25% disso (ou seja 4 a 5 canais). Isso é muito? Pode ser… mas absurdo?

    3 – O projeto propõe 50% de canais programados por empresas de capital nacional. Essa cota não diz se o conteúdo será, nesses canais, brasileiro ou estrangeiro. É uma cota para os programadores nacionais, ponto. Não faz qualquer menção ao conteúdo existente dentro deles. Os canais Telecines por exemplo, são da Globosat (da Globo) e entrariam nessa cota. E só veiculam conteúdo estrangeiro.O Canal Rural, o SporTV e o Shoptime também. É uma cota grande?. Pode ser. Mas absurda?? Se diminuísse para um percentual razoável, continuaria absurda?

    O que mais o projeto propõe:

    1 - mecanismos importantes para incentivar a competição (essa palavra que os grandes empresários brasileiros tanto odeiam) na televisão por assinatura (art. 11, art. Art. 17, por exemplo);
    2 - mecanismo que faz com que alguns eventos nacionais considerados relevantes (alguns eventos esportivos, por exemplo) sejam veiculados por mais canais de programação, estando, portanto, mais acessíveis a mais gente.
    3 - limite de publicidade nos canais de tv por assinatura (15% de cada 1 hora - art. 20)

    Como a campanha manipula as informações:
    1 – Dizendo que 10% da programação TOTAL dos canais estrangeiros deverá ser composta por programas brasileiros. Na verdade é 10% de 5 horas diárias (§ 2º do art. 18).
    2 – Dizendo que 50% dos canais terão de veicular conteúdo nacional. O que é uma inverdade. A cota de 50% é para programadores nacionais. E eles exibem o que quiserem: jornalismo, filmes estrangeiros, jogos de futebol, etc.
    3 – Dizendo que o usuário perderá a possibilidade de escolher o que assistir, ou que estará pagando para receber menos conteúdo.

    Há muitos interesses em jogo. E estão usando de propaganda maliciosa para fazer massa de manobra contra o projeto.

    A peça de propaganda diz que estão ameaçando a liberdade de escolha. Valeria a pena perguntar: que liberdade de escolha o assinante tem hoje?
    De pagar por uma TV por assinatura que custa de 2 a 3 vezes mais do que nos países da América do Sul para um ter um conjunto similar de canais? (o que faz com que o Brasil fique na lanterninha dos países da América do Sul na penetração do serviço). Ou ainda a tal “liberdade” esteja em comprar pacotes absolutamente fechados, onde não se permite a escolha de canal por canal?

    Não acho que são só os estrangeiros que estão interessados nessa campanha. Interessa às Organizações Globo continuar com o quase monopólio da programação brasileira na TV por assinatura. Sozinha, a empresa entrega conteúdo (canais de programação) para 82% dos assinantes brasileiros (vá em http://netbrasil.globo.com/ e clique em “Quem somos). Com esse situação, deita e rola, fazendo o preço dos pacotes serem de 2 a 3 vezes maior que nos países vizinhos, para um conjunto similar de canais. Por que interessaria à empresa qualquer possibilidade de mudança nessa situação?? Qual o interesse da empresa para fazer o mercado de televisão por assinatura crescer, se isso mataria a galinha de ovos de ouro dela (a audiência da TV aberta)?? Tudo que as organizações Globo odeiam é a competição na TV aberta, ou mesmo dentro da TV por assinatura, pois hoje, já domina também esse mercado.

    Como disse, no site “Liberdade na TV”, sequer há qualquer link para o texto do PL. Quem quiser, encontra o texto criticado pela ABTA em:
    http://www.camara.gov.br/sileg/MostrarIntegra.asp?CodTeor=529787

    As cotas estão a partir do artigo 15. É só conferir. REFLETIR a respeito e tomar partido.

    Abraços, João

    [Responder]
  14. Bighi said,

    on March 12th, 2008 at 2:59 pm

    João, a propaganda pode até ser enganosa, mas o projeto de lei ainda cria cotas e tenta determinar o que as emissoras devem exibir.

    Qualquer tipo de lei que diminua a liberdade de escolha, mesmo que diminua pouco, é ridículo. Sistema de cotas é ridículo.

    Deixem que os programas que vão passar num canal sejam decicidos por força de mercado. Vão passar programas nacionais quando (e se) as pessoas quiserem ver programas nacionais.

    Continuo tomando partido contra projetos como esses que ainda parecem ridículos aos meus olhos.

    [Responder]
  15. João B said,

    on March 13th, 2008 at 3:21 pm

    Bighi,
    O projeto, pelo que entendi, nao procura subtrair nada. Procura aumentar o conteúdo brasileiro na tv por assinatura. Aproveita da digitalização das redes, que auentarão em capacidade de transportar canais, para colocar um cota pequena para canais que carregem conteúdo brasileiro. Em todos os países onde a TV por assinatura estreou, surgiram canais locais, No Brasil não. Sobre as cotas na tv, quase todos os países que almejam ter uma cultura pujante, o fazem. Na Europa, 50% dos conteúdos devem ser europeus, na tv aberta e paga. Cada país tem sua regra em cima disso. Há também cotas para produtores independentes, para que as redes abram espaço para a diversidade. No Canadá e na Austrália tb há cotas. Não creio que estejam errados. Por motivos culturais, óbvios e por motivos econômicos tb. Ademais, o efeito eh que é que as cotas geram empregos e renda nesses país. Empregos bem remunerados numa das indústrias que mais crescem no mundo.
    E as cotas poderiam ter esse efeito por aqui tb: empregos para os nossos filhos.
    Os gringos adoram o liberalismo, o livre jogo do mercado - mas na casa dos outros, não da deles. Enquanto isso, esse discurso do deus-mercado pega por aqui…
    Só pra gente refletir. Grande abraço

    [Responder]
  16. João B said,

    on March 13th, 2008 at 3:23 pm

    Ah, justamente contra essa campanha-engodo, resolvi criar um blog: http://cotastvpaga.blogspot.com/
    abraços

    [Responder]
  17. christian said,

    on April 11th, 2008 at 7:55 pm

    poxa, discordo de que seja uma lei ruim: vai fortalecer a cultura nacional e a economia do país. Vamos parar de pagar pro cultura de fora e vamos pagar mais pela nossa cultura, em modos práticos, vamos valorizar nossa moeda e não o dolar ou o euro. Lógico que, até a grade de programas ficar boa pode levar um tempo, mas idéias nacionais , originais, terão mais espaço e incentivo para brotarem….poxa, 50 por cento é só a metada, não estão pedindo mais que isso.

    [Responder]

Comente!