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Se você está lendo isso, então o mundo não acabou

Wednesday, September 10th, 2008

Hoje, 10 de setembro de 2008, entre 3:00 e 4:00 da manhã, talvez o mundo acabe. Hoje é o dia em que a maior, mais cara e mais avançada máquina já criada pela humanidade será ligada. O LHC (Large Hadron Collider) é um acelerador de partículas com 27 quilômetros de diâmetro, e será usado pela primeira vez. Este post está programado para entrar ao ar 4 da manhã, então se você estiver lendo isso o mundo não acabou.

O LHC recebe alguns protóns, e começa a acelerar eles usando magnetismo, rodando em círculo. Eles são acelerados até atingir pouco acima de 91% da velocidade da luz, e então são passados pra um círculo mediano. Lá, são acelerados mais ainda, até atingir cerca de 99,9% da velocidade da luz. E aqui começa a parte mais interessante. Como estão quase atingindo a velocidade limite no universo, a energia que continua sendo irradiada nos prótons quase não consegue acelerá-los, e começa a ser convertida em massa!

Quando os prótons chegam a ficar 25x mais pesados que o normal, são passados para o tal círculo de 27km de extensão. Aqui, eles continuam a receber energia, atingem velocidade ainda maior, e ficam circulando por meia hora, até que passam a pesar 7000 vezes mais que o normal. Então dois ímãs se ativam, e os prótons rodando a mais de 99,95% da velocidade da luz colidem, liberando uma energia espantosa!

E pra quê tudo isso? Pra tentar reproduzir o que aconteceu no big bang, só que em menor escala. Reproduzir o big bang!!! Vocês tem idéia do que é isso? No youtube vocês podem ver um vídeo (em inglês) explicando como funciona o LHC.

Sabe o que é mais assustador? Parte da comunidade científica acredita que ligar o LHC é um grande erro. Eu já havia comentado sobre ele antes aqui no blog. Existe a possibilidade de que ele crie um buraco negro que vai consumir nosso planeta. E isso pode ocorrer entre 3 e 4 da manhã de hoje. O mais triste é que esse buraco negro consumiria nosso planeta tão rápido que não daria nem tempo de concluir a história da humanidade com alguma frase filosófica pela qual seríamos lembrados para sempre, como “ops” ou “fudeu!”

E aí, ainda estamos vivos?